Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Dom Schiavi Bastidores da política de Joinville e Santa Catarina
Publicidade
Anuncie aqui — topo

A lei da gravidade social: quando o idílio progressista tropeça na dura realidade da selva urbana

Entre o colapso da segurança na Europa e a ilusão do Estado babá, a ruína do Ocidente escancara o preço de ignorar a história, a economia real e o direito à propriedade.

WhatsApp Facebook X
Modo leitura
A lei da gravidade social: quando o idílio progressista tropeça na dura realidade da selva urbana

A velha máxima "nada como um dia após o outro" — ou a versão mais honesta, "eu avisei que ia dar merda" — nunca fez tanto sentido. Vivemos na era das pessoas adultas infantilizadas que acreditam piamente que vão "reinventar a pólvora", mesmo que a sua ingenuidade custe a paz do presente e o futuro das próximas gerações.

Há quase dez anos, quando morava na Itália, um italiano da gema perguntou-me que lugar do Brasil ele deveria visitar. Quando tentei indicar destinos com história e relevância, a resposta dele foi um balde de água fria: "Cultura eu tenho de sobra na Itália; eu quero é festa, bagunça e bailar com as muchachas". Esse diagnóstico da mentalidade europeia diz tudo.

Não é por acaso que, enquanto os franceses assistiam passivamente às suas cidades a queimar, na Itália a reação foi diferente: quando o vandalismo tentou tomar conta de Milão, até as torcidas organizadas (Ultras) de rivais históricos como o Milan e a Inter de Milão se juntaram para impor limites e defender as suas ruas. A passividade tem limite quando o próprio lar está em jogo.

Enquanto uma parcela da população insiste em fingir que as leis básicas da economia não existem — acreditando na fábula de que o Estado pode e deve prover tudo para todos —, a outra parte aprende, a duras penas, a lição mais antiga da história: o Estado toma tudo pela força e, de forma debochada, chama-nos de "contribuintes". É esse mesmo Estado que hoje dá palco e poder a minorias barulhentas e financiadas por agendas obscuras. O filme é velho: basta lembrar do Iraque de Saddam Hussein, onde uma minoria Sunita oprimia e ditava as regras para uma maioria Xiita.

Os pilares da lei natural — o direito à vida, à propriedade privada e à busca da felicidade — foram jogados no lixo no Velho Continente. O preço dessa irresponsabilidade é a barbárie e o caos, promovidos por aqueles que não hesitam em ver a Europa queimar para depois se mudarem definitivamente para os destroços. Afinal, para quem é especialista em viver no deserto, transformar o paraíso alheio num ruína é apenas uma questão de hábito.

Publicidade
Anuncie aqui — notícia

Leia também

Publicidade
Anuncie aqui — rodapé