Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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O "tarifaço" do Tio Sam e a conta que sobra para os Catarinas

Washington tranca a alfândega para os produtos do Sul, Brasília responde com poesia ideológica e o empresário da Serra que aprenda a falar mandarim para não quebrar.

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O "tarifaço" do Tio Sam e a conta que sobra para os Catarinas

Enquanto a diplomacia de fundo de quintal em Brasília gasta diárias em euro para salvar o planeta em cúpulas irrelevantes, a geopolítica real acaba de mandar a conta — e o boleto, para variar, tem CEP catarinense.

Washington resolveu fechar a porteira e sacar o taco de beisebol do protecionismo. O tal "tarifaço" americano bateu pesado na porta, e adivinhe quem levou a bordoada na cara? Não foi a burocracia irrelevante de Brasília, mas o empresário do Planalto Norte e o trabalhador da Serra Catarinense.

A madeira, os móveis e as cerâmicas que sustentam cidades inteiras como Rio Negrinho e São Bento do Sul agora encontram a alfândega americana trancada com cadeado patriótico pintados com as cores da bandeira americana. 

A resposta dos nossos anões diplomáticos? Notas de repúdio perfumadas e discursos vazios sobre a ordem multipolar e todo lenga-lenga habitual. Enquanto o Itamaraty vive em Nárnia e pensa que comanda o tabuleiro global, o exportador de Santa Catarina que se vire para empurrar contêiner para o Vietnã ou aprender mandarim às pressas na descida da Serra.



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