Moeda forte, país de joelhos: o placar diário contra o brasileiro
Barões Tupiniquins lucram com o atraso e a humilhação do câmbio é debitada na sua conta.
Sete a um, repito: 7 a 1!
Não estou falando do trauma de 2014, mas da humilhação diária da libra esterlina tratorando o nosso combalido real (1 libra = 7 reais). De um lado, uma moeda global pesada; do outro, o papel pintado por políticos ignóbeis de um país em perpétuo coma fiscal. Ainda assim, o Brasil segue sendo a Disneylândia de duas castas que nunca perdem: o cartel dos bancos e a aristocracia do Judiciário. Para quem trabalha, parece absurdo; para quem manda, é só o sistema funcionando conforme o projeto original.
É nessa engenharia financeira que o Nubank faz caixa para jogar grande lá fora. A mira da vez é o Monzo, banco britânico que virou uma espécie de Bamerindus moderno e digital da terra do Rei — eficaz, popular e com passaporte carimbado nos Estados Unidos. Os valores da negociação continuam guardados a sete chaves, mas, pelo câmbio, dá para imaginar o tamanho da bolada que levaria a fintech roxa direto para a elite financeira internacional.
Enquanto os gigantes arrumam as malas para faturar em moeda forte bem longe do Brasil Varonil, para o pagador de impostos Faraônicos* resta a fatura da mediocridade nacional: no câmbio, na inflação e no bolso, todo santo dia é um 7 a 1 contra a população tupiniquim.
Errata: Na era Faraônica os escravos pagavam 20% de tributo sobre a colheita ***